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ATM - Articulação Temporo Mandibular - Doenças Temporomandibulares

 

No cotidiano da vida moderna, estamos expostos a uma sobrecarga funcional e de stress muito elevada e apesar do nosso organismo possuir inúmeros mecanismos de adaptação, muitas vezes as articulações, principalmente, não conseguem suportar adequadamente o aumento de demanda, iniciando um processo patológico articular.

Dentre as articulações sinoviais, uma que é frequentemente atingida são as articulações têmporo mandibulares (ATM) que ligam a mandíbula ao crânio, porem, é importante ressaltar que, a grande maioria dos pacientes que se queixam de “problemas de ATM” pode ter um quadro complexo que envolve desde pequenas interferências na mordida até processos degenerativos articulares.

Os efeitos da grande maioria dos pacientes portadores de DTM (Disfunção Têmporo Mandíbular) podem ser divididos em duas condições fundamentais: O primeiro é um distúrbio muscular, onde os sintomas relacionados com disfunção da mandíbula são principalmente resultado de espasmos musculares nos músculos da função mandibular. Esta condição é mais precisamente descrita como dor ou disfunção miofacial.

A segunda condição é uma doença cujos sintomas resultam predominantemente da disfunção anatômica da articulação temporomandibular (ATM). Trocando em miúdos, esta forma de DTM resulta de uma falha das engrenagens ou partes do conjunto para funcionar sem problemas ou em harmonia. Infelizmente, o diagnóstico, muitas vezes, é difícil, pois, ambas as condições, apresentam sintomas muito semelhantes: dor na mandíbula, dificuldade com a abertura da mandíbula, dores de ouvido, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, ruídos (Cliks e chiados) da articulação da mandíbula, tontura e dificuldade em articular os dentes. Para um tratamento eficaz o diagnóstico é fundamental, uma vez que, apesar de sintomas parecidos a origem é diferente exigindo diferentes modalidades de tratamento.

O tratamento da DTM depende de que tipo de situação você se enquadra. Portanto, é imperativo determinar, especificamente, se o paciente tem DTM e, em caso afirmativo, que tipo de DTM que tem. Após uma minuciosa história clínica e exame físico, o seu dentista clínico geral ou o cirurgião Buco Maxilofacial deverá orientar-lhe quanto ao tratamento adequado, sendo provável que utilize algum ou todos os procedimentos abaixo:

- Medicamentos miorelaxantes;
- Placas miorelaxantes;
- Ajustes oclusais;
- Acupuntura/ fisioterapia;
- Ortodontia/ reabilitação oral;
- Cirurgia ortognática;
- Cirurgia da ATM.

Todos os procedimentos descritos auxiliam no tratamento da DTM, apos um diagnóstico preciso e, por vezes, ajudam no tratamento definitivo. Um paciente pode responder bem ao uso de placas de mordida, relaxantes musculares e fisioterapia quando este apresente uma desordem muscular. Além disso, um paciente com sua condição anatômica alterada (desarranjo interno), às vezes, ao receber o alívio de seu / seus sintomas, com as medidas acima citadas, chegam a uma solução de seu problema de maneira simples e conservadora. Por outro lado, um paciente que não responde ao tratamento através destas medidas, pode estar sofrendo de uma forma crônica de desarranjo interno, que pode exigir a confirmação por meio de medidas mais sofisticadas de diagnóstico, como tomografias e / ou ressonância magnética. No caso dessas modalidades de diagnóstico confirmarem a doença anatômica e o paciente continuar sofrendo de dor e disfunção, cabe a seu cirurgião buco maxilo facial sugerir uma abordagem cirúrgica.

Fonte: Dr. Marcelo Melo Soares – Especialista Buco Maxilo Facial